Chora, companheiro

Gibão venceu as etapas necessárias para chegar no ponto da decisão. O quadro da situação o empurrava para uma revolução. Sentia seu coração nos extremos da…

Foto: Fernanda Pompeu Foto: Fernanda Pompeu

Gibão venceu as etapas necessárias para chegar no ponto da decisão. O quadro da situação o empurrava para uma revolução. Sentia seu coração nos extremos da anistia ou do paredón.

Informado por um dedo-duro camarada, ele localizou a rua e o organismo em questão. Movido por um comando interior, Gibão subiu correndo para o aparelho. No limiar da porta, tomou fôlego de base e golpeou-a com tal terrorismo que ela se abriu.

Pegou-o na cama, nu, nos braços da companheira Anita. Não houve ahs!, nem ohs! Houve um silêncio de classe. Gibão puxou o rapaz de lado, e olho no olho, despejou: Cara, está tudo acabado entre nós.

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6 respostas para “Chora, companheiro”

  1. Janderson Lacerda Teixeira disse:

    Parabéns por seu trabalho, Fernando! Aprecio muito seus textos.

    Um cordial abraço,

  2. Janderson Lacerda Teixeira disse:

    Parabéns por seu trabalho, Fernanda! Aprecio muito seus textos.

    Um cordial abraço

  3. Silvana Moura disse:

    Muito bom! Leio sempre.

  4. […] algo que dialogue com texto. E, principalmente que seja autoral. Por exemplo, para ilustrar o post Chora, companheiro, foram usadas roupas no varal. E […]

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