Olimpíadas – do Rio à Grécia

A estimativa é que 5 bilhões de pessoas vejam por telonas e telinhas ao menos alguma prova dos Jogos Olímpicos de 2016. Serão 19 dias de…

Ilustra: Dicionário Lello Universal Ilustra: Dicionário Lello Universal

A estimativa é que 5 bilhões de pessoas vejam por telonas e telinhas ao menos alguma prova dos Jogos Olímpicos de 2016. Serão 19 dias de suor, superação, choros de alegria ou de decepção de mais de 10 mil atletas. Para dar conta de tamanho conteúdo esportivo, 25 mil jornalistas – do texto e da imagem – foram credenciados.

Na Rio-2016, que começa no 5 de agosto, todos os números são superlativos. Basta dizer que o Parque Olímpico – onde haverá 16 das 42 modalidades em disputa – tem 1,18 milhão de metros quadrados. A casa onde moro – que eu considero grande – tem 240 metros quadrados.

Mas é claro que nem sempre foi assim. Segundo registros históricos, os jogos nasceram no ano 776 antes de Cristo. A primeira versão foi idealizada e organizada pelos gregos na cidade de Olímpia (daí o nome da competição). Consta também que os gregos construíram um estádio para comportar 40 mil pessoas. Na arena e na plateia mulheres não entravam.

Depois de várias edições de muito sucesso dos jogos, começou o declínio e as Olimpíadas sumiram por mais de 1000 anos. Sua versão moderna surgiu no final do século 19, precisamente em 1896 e novamente na Grécia. Seu ressurgimento se deveu ao empenho do francês Pierre de Coubertin e de outros entusiastas do esporte de alto nível.

A partir daí os Jogos Olímpicos se internacionalizaram e passaram a ocorrer de 4 em 4 anos, com exceção dos anos 1916, 1940, 1944 – durante as duas guerras mundiais. O que reforça a ideia de que as Olimpíadas também celebram a utopia da paz entre as nações.

Talvez os Jogos Olímpicos por celebrar a paz, dar oportunidades iguais para os atletas, ser transparente aos olhos de todos, premiar o melhor, respeitar o perdedor encantem bilhões de pessoas.

Também há o encanto de testemunhar atletas, homens e mulheres, se aproximando do limite máximo do corpo em correr, saltar, nadar, lutar. E a evidente capacidade do cérebro humano em se concentrar 100% e ousar 100%.

A cada quebra de um recorde reverbera a sensação de superação e vitória em cada um de nós. De alguma maneira é como estivéssemos nas pistas, piscinas, arenas. Aí está o que faz dos Jogos Olímpicos um conto mágico.

Publicado também no ABCD Maior

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2 respostas para “Olimpíadas – do Rio à Grécia”

  1. lucio monte mota disse:

    Pronto já estou antenado com a Olimpíada.

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