Links para o céu azul

Foto Fernanda Pompeu
Foto Fernanda Pompeu

Vou contar uma historinha recente e que pode ajudar futuros blogueiros – gente que está pensando em ter um blog para ser encontrado por leitores. Como assim encontrado? Bom, blogueiros experientes já perceberam que não adianta escrever bonitinho, ter conteúdo relevante se ninguém chegar até a sua mensagem.

Então, como 2+2=4, o blogueiro tem que compartilhar suas postagens nas redes sociais e por e-mail. Caso contrário, é parecido com plantar uma maria-sem-vergonha no jardim da casa e esquecer de regá-la continuamente. Ela morrerá e pronto.

Mas voltando à historinha que prometi contar. Minha geração vem da tradição dos impressos: livros, jornais, revistas. Nessa tradição, o texto é o rei do pedaço. A diagramação como um todo: fotos, ilustrações, tipo e tamanho da letra funcionam para atrair o leitor para a mensagem escrita, o texto.

Quando comecei, faz 1 ano e 1 mês, a trabalhar seriamente no meu site – que reúne vários blogs, eu pensava no texto soberano. Explico: achava que hiperlinks maculariam as frases, os parágrafos. Não queria criar interferências. Muito menos abrir portas para o leitor sair. Sendo bem sincera: eu tinha medo que o leitor clicasse no link e não voltasse para o texto.

Eu sei que esse é um risco real. Mas também sei que muitos leitores abandonam leituras no segundo parágrafo. Para esse tipo de leitor fujão não tem blogueiro que resolva. Mas para leitores a fim de ler até o final, a experiência multimídia só acrescenta. Pois aumenta a densidade da informação e o prazer da leitura-navegação.

Estou super convicta que o leitor da internet deseja, além de entretenimento, aprendizagem. De maneira geral, ele sempre está querendo aprender algo. O leitor de papel também, porém o leitor digital quer aprender com mais simplicidade e maior rapidez.

Posso dizer que recentemente iniciei uma nova maneira de trabalhar. O texto segue como espinha dorsal da postagem (mesmo porque palavras são água, onda, areia da minha praia). Mas agora ele é adensado por informações paralelas, por exemplo, o uso de  links externos e links internos. Estes últimos levam o leitor para posts do próprio site.

É uma riqueza! Os links para fora deságuam na wikipedia, you tube, sites, blogs de terceiros etc. Quem ganha com toda essa trama? O leitor. É ele quem decide se estende o conteúdo ou não.

Digamos que o leitor apenas queira ler o texto principal, beleza. Digamos que ele queira saber um pouco mais, beleza também.

Não foi fácil para mim entrar na prática dos links. No entanto, confesso, tenho adorado fazer essa pós-edição dos meus textos. Pois as associações são atiçadas. Você se pergunta qual o vídeo ficará melhor para ilustrar essa passagem. Ou tenta descobri quem está definindo com mais precisão determinado conceito.

Portanto fazer links não é tarefa automática, muito menos burocrática. Você exercita seus neurônios e recorre ao repertório que, copiosamente, foi juntando na vida. É toda uma arte. Quanto maior o repertório, mais facilidade em associar. Repertório de qualidade levará a bons links. Como em tudo, para ficar bom na prática de linkar você terá que estudar  bastante e experimentar. Eu tenho estudado e experimentado.

Por fim, links são a linguagem natural da internet. Não é à toa que ela é chamada de Rede ou de Teia. Recapitulando: o texto é a árvore, os links são os galhos. Ou se preferir outra imagem: o texto é a casa. Os links, suas janelas.

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2 respostas para “Links para o céu azul”

  1. Ivana disse:

    Ótimo texto. Ótimas digas para todos que são blogueiros.

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