Fui

Acho curioso o chamamento “Vem pra Rua”. Talvez por  lembrar da infância em que o brado da minha mãe era “Vem pra Casa”. Sei que tudo…

Imagem: Celso Linck Imagem: Celso Linck

Acho curioso o chamamento “Vem pra Rua”. Talvez por  lembrar da infância em que o brado da minha mãe era “Vem pra Casa”. Sei que tudo mudou. Mas, nas décadas de 1950 / 1960, casa era o espaço da ordenação, das salas interditas às crianças. Contrapartida, a rua era o espaço da liberdade, do desordenamento. Do medo de ser vítima de tarados (como se chamavam os pedófilos então) ao entusiasmo das alegrias inesperadas. Também ao contrário da escola, a rua era a lousa viva e, portanto, sábia e surpreendente. Por conta disso, aos sábados e domingos, eu despertava muito cedo. Coração aos pulos, pois eu iria para a rua. É claro que agora na adolescência da velhice, quero cada vez mais “voltar pra casa”. A minha mesa de escrita é o barco em que navego. Não mais as esquinas.


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